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Doze trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda de laranja no interior de SP

Trabalhadores foram resgatados de condição análoga à escravidão em Angatuba, na quinta-feira (26) Reprodução/Ministério Público do Trabalho Doze trabal...

Doze trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda de laranja no interior de SP
Doze trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda de laranja no interior de SP (Foto: Reprodução)

Trabalhadores foram resgatados de condição análoga à escravidão em Angatuba, na quinta-feira (26) Reprodução/Ministério Público do Trabalho Doze trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados de uma fazenda de laranja em Angatuba (SP), na quinta-feira (26). Nesta segunda-feira (30), será realizada uma reunião de conciliação no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Itapetininga (SP). Ao g1, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que 11 vítimas vieram da região Nordeste e uma do norte de Minas Gerais. Eles foram retirados da fazenda após ameaças feitas pelo intermediador do contratante direto, apelidado de “gato”. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Segundo o órgão, as atividades de colheita na fazenda foram encerradas no dia 18 de março deste ano. A partir desse momento, o fornecimento de alimentos aos trabalhadores foi interrompido. “Sem comida, sem dinheiro e sem meios de voltar para casa, os trabalhadores passaram a sobreviver com o que tinham: arroz, salsicha e jaca”, apontou o Ministério Público do Trabalho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A remuneração era de aproximadamente R$ 750 por semana, mas o intermediário realizava descontos indevidos sobre esse valor a título de moradia e alimentação, cobranças ilegais que aprofundaram o endividamento dos trabalhadores”, explicou o MPT. Conforme o ministério, os trabalhadores foram encontrados em condições precárias em duas casas localizadas no bairro Boa Vista, em Angatuba: nove em uma delas e três na outra. As irregularidades identificadas incluem dormitórios sem cama, falta de fornecimento de água potável, fogão improvisado com tijolos na área externa, fiação elétrica exposta, entre outros problemas. As imagens compartilhadas pelo MPT mostram o ambiente onde esses trabalhadores estavam. No local havia colchões no chão, sem estrutura para armazenamento ou preparo de alimentos, além de acúmulo de sujeira e mato ao redor do imóvel. Após o resgate, os trabalhadores ficaram hospedados em um hotel de Itapetininga. Os trabalhadores foram retirados da fazenda após ameaças feitas pelo intermediador do contratante direto Reprodução/Ministério Público do Trabalho Além do MPT, participaram do resgate equipes do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público e da Polícia Militar. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Itapetininga. Denúncia Ao g1, um dos trabalhadores, que preferiu não se identificar, relatou que estava há apenas um mês trabalhando na fazenda, mas que a ocupação não foi registrada na Carteira de Trabalho. "Sem condições de segurança, casa suja e fizeram descontos do nosso pagamento. A fazenda quer afastar a gente do caso. Nós fomos contratados diretamente para a colheita", disse a vítima. Ainda conforme o relato do trabalhador, os empregadores realizavam descontos do pagamento para o fornecimento de alimentação. De segunda a sexta, eles recebiam apenas uma refeição e, aos fins de semana, ficavam sem comida. "A gente acordava às 5h e ficava colhendo até às 19h. Sem equipamentos necessários para a colheita da laranja. No sábado e domingo, a gente ficava sem comer. Uma padaria do bairro dava pão para a gente", relembrou. O trabalhador contou ao g1 que há o medo de voltaram às suas cidades natais, sem as informações referente aos pagamentos devidos e indenizações. "Nós estamos aqui no hotel. Os nossos direitos ninguém falou nada. A gente precisa dos nossos direitos e indenizações, entendeu? É trabalho escravo". Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM